9 de novembro de 2007

DIÁRIO

No sábado à noite ele estava estranho. Combinamos de irmos a um bar para tomar um drinque. A conversa não estava muito animada. Pensei em irmos a um lugar mais íntimo. Fomos a um restaurante e ele ainda estava agindo de modo estranho. Perguntei o que era, e ele disse que não era eu. Mas não fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e ele limitou-se a passar o braço por cima dos meus ombros. Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas ele ligou a televisão e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós. Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar. Depois de mais ou menos 10 minutos ele foi se deitar também e, para minha surpresa, correspondeu aos meus avanços, e fizemos amor. Mas ele ainda parecia muito distraído e comecei a chorar. Chorei até adormecer. Já não sei o que fazer. Tenho quase certeza que ele tem alguém... Minha vida é um autêntico desastre!

Do diário dele:

O Palmeiras perdeu de novo. Fiquei chateado a noite toda. Ao menos dei "umazinha". Mas ainda tô chateado... oh, timinho de merda!

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É assim que funciona caras. Nós ficamos preocupados com coisas como futebol, cerveja e mulheres e elas ficam preocupadas com coisas como sapatos e outras coisas mais.
O cérebro feminino é uma coisa que não entendemos e não adianta tentar, pq mesmo quem tentou se deu mal. As mulheres criam crises homéricas com coisas bestas e nós aqui tranqüilos como sempre, tentando contornar a situação.